1) Como começou sua história no Banco do Brasil?
João: Entrei no Banco do Brasil em 2008, numa agência no Centro de São Paulo. Logo percebi que um Banco público como o BB não é só uma instituição financeira: é um instrumento de desenvolvimento para o país. Essa consciência me levou à militância e à representação coletiva, primeiro como delegado sindical e depois como dirigente.
2) Houve alguma experiência marcante no início da carreira que influenciou seu estilo de liderança ao longo dos anos?
João: Sem dúvida, minha passagem pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Ali participei de campanhas em defesa dos direitos dos trabalhadores e tive a responsabilidade de coordenar a comissão que negocia com o BB. Foi nesse espaço que aprendi a ouvir, negociar com firmeza e trabalhar de forma coletiva — valores que carrego até hoje.
4) Quem foram as pessoas que mais influenciaram sua forma de trabalhar?
João: Não vou citar nomes para não ser injusto, mas posso dizer que minha grande escola foi a militância sindical. Foi ali que aprendi que liderança é coletiva e que decisões precisam ser transparentes e debatidas.
3) Sua trajetória até chegar à PREVI não foi simples. Quais fatores foram decisivos para o senhor alcançar essa posição?
João: Para ser presidente do maior fundo de pensão do país é preciso ter capacidade de articulação e entender que um fundo de pensão tem papel social. É preciso defender os interesses dos associados sem perder de vista a relação com o patrocinador. Minha experiência no sindicato, negociando e construindo consensos, foi decisiva para chegar à presidência da Previ.
4) Quem foram as pessoas que mais influenciaram sua forma de trabalhar?
João: Não vou citar nomes para não ser injusto, mas posso dizer que minha grande escola foi a militância sindical. Foi ali que aprendi que liderança é coletiva e que decisões precisam ser transparentes e debatidas.
5) Durante sua gestão, qual foi o maior desafio de liderar uma instituição do tamanho da PREVI?
João:A Previ paga mais de R$ 1 bilhão em benefícios todo mês. Isso exige equilíbrio para garantir compromissos de longo prazo. O maior desafio foi manter a solidez atuarial sem abrir mão da responsabilidade social, num cenário econômico e político instável. Mesmo assim, aceleramos a estratégia de imunização do passivo do Plano 1, reduzindo a exposição em renda variável de 32% para 18% entre 2023 e 2025, com cerca de R$ 30 bilhões realocados para renda fixa.
6) Existe algum desafio “invisível” que o público não percebe, mas foi significativo na gestão?
João: Sim. No início de 2025 entregamos o Projeto Cotas, que deu ao Previ Futuro uma nova estrutura de investimentos, com fundos exclusivos e estratégias específicas. Essa mudança foi fundamental para melhorar a rentabilidade e preparar o plano para o futuro, já que ele ainda está em fase de acumulação.
7) Quais práticas de gestão deveriam ser prioridade em qualquer fundo de previdência complementar?
João: Aprendi que um fundo de pensão é um pacto entre gerações. Por isso, visão de longo prazo e governança sólida são pilares. Transparência e diálogo permanente com os associados também precisam ser prioridade — sem isso, não existe confiança.
8) Quais tendências no cenário econômico e previdenciário devem impactar mais o futuro dos fundos de pensão?
João: O futuro dos fundos passa por entender seu papel social. Hoje, os juros altos favorecem investimentos em títulos públicos, mas isso tem um custo enorme para o desenvolvimento do país. O propósito da Previ é cuidar do futuro das pessoas. Como cumprir essa missão investindo apenas em dívida pública e não em projetos que gerem emprego e crescimento? Esse debate precisa ganhar força.
9) De qual contribuição na PREVI o senhor mais se orgulha?
João: Quando fui indicado à presidência, houve muita resistência: questionaram minha idade, minha experiência técnica e minha origem sindical. Agora, com o balanço de 2025, a Previ deve anunciar um superávit robusto. Mas, mais do que números, me orgulho de ter acelerado a imunização do passivo do Plano 1. Fui o presidente que mais protegeu os associados do Plano 1, mesmo sendo do Previ Futuro.
10) Que mensagem o senhor deixaria para os associados e pensionistas da AFABB-SP?
João: Sigam exigentes e participativos. A Previ é um pacto de gerações sustentado por trabalho técnico e pela participação ativa dos associados. Esse olhar atento é a melhor forma de garantir que a Previ continue sendo um porto seguro na vida de todos