A frase é clássica e repetida a cada virada de ciclo: "Ano novo, vida nova" o sentimento de renovação é genuíno e necessário, trazendo esperança e novos planos. No entanto, existe uma realidade que não muda com a virada do calendário: a chegada implacável dos boletos de início de ano.
Para os aposentados e pensionistas, janeiro e fevereiro são meses que exigem atenção redobrada, o orçamento, muitas vezes já comprometido com despesas de saúde e manutenção da casa, recebe a carga extra dos tributos sazonais: IPTU, IPVA e a preparação para o Leão do Imposto de Renda (IR).
A tentação do empréstimo e o risco do endividamento
Diante do acúmulo de contas, surge uma solução que parece fácil, mas pode se tornar um problema crônico: o empréstimo. Para o público 60+, o crédito consignado é de fácil acesso, mas especialistas alertam: fazer um empréstimo para pagar despesas previsíveis é uma das principais causas do superendividamento.
Comprometer a renda futura para pagar contas do presente cria uma "bola de neve" que reduz o poder de compra e a qualidade de vida ao longo do ano, a verdadeira tranquilidade financeira não vem do crédito fácil, mas da prevenção.
A Reserva de Emergência
A melhor defesa contra o endividamento tem nome: Reserva de Emergência. Diferente de uma poupança para viagens ou lazer, este é aquele dinheiro sagrado, que te deixa seguro caso algo inesperado aconteça, seja um problema de saúde repentino, um reparo urgente na residência ou um aumento abusivo no plano de saúde.
A regra de ouro dos consultores financeiros é clara: uma reserva saudável deve cobrir de três a seis meses dos seus gastos essenciais. Ela é a parte do seu patrimônio que garante que você não precisará recorrer aos juros bancários em situações de urgência.
Passo a Passo: Colocando a casa em ordem
Se a reserva ainda não existe ou foi gasta, nunca é tarde para recomeça, a disciplina adquirida ao longo de anos de trabalho no Banco do Brasil é a sua maior aliada agora.
1 – Organize-se e registre suas despesas A memória pode falhar, mas o papel (ou a planilha) não. Anote absolutamente tudo, saber exatamente para onde vai cada centavo é o primeiro passo para identificar onde é possível cortar excessos. Muitas vezes, pequenos gastos "invisíveis" somados comprometem o pagamento do IPTU, por exemplo.
2 – Separe um valor fixo mensal Não espere "sobrar" dinheiro para guardar, pois raramente sobra. Trate a sua reserva de emergência como se fosse um boleto que você deve a si mesmo, assim que receber o benefício, separe um valor fixo, por menor que seja inicialmente, e destine a uma aplicação de liquidez diária.
O "Ano Novo" só será verdadeiramente novo se mudarmos velhos hábitos, encarar 2026 com planejamento financeiro é a garantia de que a única surpresa do ano será a alegria de viver com tranquilidade e autonomia.
Dica Extra: O Calendário das contas
- Janeiro: Mês de descontos para pagamento à vista de IPTU e IPVA (avalie se o desconto supera o rendimento do seu dinheiro aplicado).
- Fevereiro: Hora de reunir os informes de rendimentos e despesas médicas.
- Março/Abril: Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda.
Referências
NUBANK - https://blog.nubank.com.br/reserva-de-emergencia/
CREDITAS -https://www.creditas.com/exponencial/reserva-de-emergencia/
PORTO SEGURO - portoseguro.com.br