Veja a 2ª Mostra de Cinema Árabe Feminino

Cultura e Lazer
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Assista produções de países como Egito, Líbano, Palestina e Sudão - tudo online e de graça! A mostra começou em maio e vai até junho.

ARABE TOPOMostra de Cinema Árabe Feminino exibe mais de 40 filmes

 

Cinéfilas e cinéfilos do mundo todo, tem um festival poderoso acontecendo entre os dias 19 de maio e 27 de junho, totalmente grátis e online. É a 2ª edição da Mostra de Cinema Árabe Feminino, com mais de 40 títulos de países como Egito, Líbano, Palestina e Sudão.

ARABE IMG 1“Barbès”, de Randa Maroufi, é um dos destaques da 2ª Mostra de Cinema Árabe Feminino

Você tem acesso a uma seleção de curtas, médias e longas-metragens, todos dirigidos por mulheres, que apresenta um amplo panorama da produção cinematográfica árabe. A curadoria é das brasileiras Analu Bambirra e Carol Almeida, junto à egípcia Alia Ayman.

E os trabalhos abordam os mais diversos assuntos, desde questões políticas e críticas sociais até conflitos familiares, utopias, amizades e masculinidades. Para conferir tudo, basta acessar este site.

ARABE IMG 2"No Futuro, Eles Comiam da Melhor Porcelana" de Larissa Sansour e Soren Lind

As cineastas também exploram diferentes linguagens. Há filmes de ficção, experimentais, documentários e até obras performáticas… É muita diversidade – e uma chance bem bacana de entrar em contato com outras formas de entender o mundo.

Dá até para se divertir com as ficções científicas de Larissa Sansour: “In Vitro” e “No Futuro, Eles Comiam da Melhor Porcelana”, em parceria com Soren Lind, além de “Patrimônio Nacional” e “Um Êxodo Espacial”.

Em meio a tantos títulos, 27 são inéditos no Brasil. A marroquina Randa Maroufi marca presença no evento com “Escritório de Espera”“Barbès” e “Portão de Ceuta” – inclusive, ela participa de um debate sobre as produções.

Já a diretora Oraib Toukan exibe “Quando Coisas Acontecem” (Palestina/Reino Unido), baseado em conversas por Skype com moradores da região de Gaza no verão de 2014. O filme investiga as faces do luto e como a empatia é capaz de viajar o mundo por meio do universo digital. Afinal, o que exatamente é ver o sofrimento “à distância”?

Outros destaques que nunca estrearam por aqui são “O Protesto Silencioso: Jerusalém 1929” (Palestina), com direção de Mahasen Nasser Eldin, e “Você Já Matou Um Urso – ou Tornando-se Jamila” (Líbano), dirigido por Marwa Arsanios.

ARABE IMG 3Cena de “Você Já Matou Um Urso – Ou Tornando-se Jamila”, de Marwa Arsanios

Quer saber o que mais está programado para a Mostra de Cinema Árabe? Acontece uma homenagem à primeira mulher árabe a dirigir um longa-metragem, a tunisiana Moufida Tlatli (1947-2021), com a exibição do longa “Os Silêncios do Palácio” (1994).

Na trama, Alia é a filha de uma bela serva do palácio do Rei, durante a colonização francesa da Tunísia. Quando, já adulta, recebe a notícia de que o príncipe morreu, ela larga seu marido e retorna para o palácio onde cresceu. Lá, ela relembra toda violência sofrida por ela e sua mãe, enquanto tenta reconstruir sua relação com Sarra, a filha do príncipe, com quem viveu um amor proibido.

O público também pode assistir uma série de debates, mesas-redondas e uma masterclass. Algumas atividades são pré-gravadas e outras acontecem ao vivo.

Fique ligado no site oficial do evento e não perca nada! Se preferir, acompanhe as novidades pelo Instagram @cinema_arabefeminino. O evento integra a programação do CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil.

 

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FONTE: CATRACA LIVRE

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